quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Alho Negro

Ele não é tingido com shoyu, não está impróprio para o uso e nem se trata de uma espécie geneticamente modificada. O alho negro é um alho normal, que passou por um processo de fermentação e envelhecimento de cerca de 25 dias (tempo no qual os açúcares e aminoácidos se unem, produzindo uma substância chamada melanoidina, responsável pela coloração) e tornou-se macio, adocicado e escuro.

Há muitas décadas o alho negro é consumido na Coréia, Tailândia e Japão por ser um alimento riquíssimo em antioxidantes, ajudar no combate ao colesterol e possuir propriedades anticancerígenas. Mas seu uso culinário é recente -- alguns afirmam que os japoneses foram os primeiros a utilizá-lo, em 2000 -- e popularizou-se rapidamente pelos EUA a partir de 2008, quando Scott Kim trouxe da Coréia um experiente produtor da iguaria. Com base nos ensinamentos do coreano, Kim criou e patenteou um tipo de estufa ideal para a produção e fundou a Black Garlic Inc. (www.blackgarlic.com), hoje a maior fabricante do produto no mundo.

Tanto fuzuê em torno do ingrediente tem razão de ser. Além de ser supersaudável, ele tem sabor suave, com toques doces de tâmara e ameixa, fundo defumado e consistência deliciosamente pastosa. Tudo isso chamou a atenção de um dos papas da gastronomia mundial, o chef espanhol Ferran Adriá. Em 2007, durante uma viagem ao Japão, Adriá conheceu o alho negro, adorou, levou para seu restaurante, El Bulli, e começou a criar pratos. Um ano depois, a famosa casa novaiorquina Le Bernardin também inclui o alho negro em algumas de suas receitas. Foi, aliás, um prato de Peixe-Sapo com Alho Negro provado lá que fez o chef José Barattino, do Emiliano, interessar-se pelo ingrediente e tornar-se o primeiro cozinheiro no Brasil a fazer, em outubro de 2009, uma receita com o alho: bacalhau com lascas de alho negro. Na época, ele precisava importar da Black Garlic Inc., pois não havia nenhum produtor brasileiro.

Mas isso mudou graças ao vício de outro chef, Carlos Bertolazzi, e a curiosidade da administradora Marisa Ono. Os dois se conheceram em 2007 através de uma comunidade de gastronomia no Twitter - Carlos havia trabalhado na cozinha do El Bulli e, entre outras coisas, selecionava as melhores cabeças de alho negro. Aquelas que não serviam, ele comia. Quando voltou ao Brasil, comentou sobre o ingrediente com Marisa, que, curiosa, foi pesquisar a maneira correta de produzi-lo. O tempo se passou, nunca mais falaram no assunto.
Em janeiro de 2009, Carlos recebeu pelo correio um envelope contendo seis cabeças de alho negro: Marisa havia construído uma estufa em seu sítio, em Ibiúna, e obtido um produto da mesma qualidade do americano. Hoje, Marisa tem capacidade para produzir 50 quilos de alho por mês e vende para pessoas físicas e restaurantes a R$ 100 o quilo. Ela também aceita encomendas, que podem ser feitas através do email marisaono@gmail.com.



Bacalhau Assado com Polenta Mantecata, Cogumelos e Alho Negro
Para o bacalhau

600 grama(s) de lombo de bacalhau dessalgado
50 mililitro (ml) de azeite extra virgem
Para o cogumelo

80 grama(s) de manteiga
200 grama(s) de cogumelos eringi
4 dente(s) de alho negro
Para a polenta

100 grama(s) de farinha para polenta
400 mililitro (ml) de água
50 grama(s) de manteiga
Para o molho

200 mililitro (ml) caldo de peixe
50 grama(s) de manteiga
1 dente(s) de alho negro
salsinha picada a gosto
Modo de preparo
Para o bacalhau

Asse o bacalhau em forno pré aquecido a 180ºC com um fio de azeite até que esteja no ponto.

Para o cogumelo

Salteie o cogumelo na manteiga e reserve.

Para a polenta

Aqueça a água, coloque a polenta sempre mexendo bem. Cozinhe por mais ou menos 45 minutos em fogo baixo. Tempere com sal e pimenta e finalize com a manteiga.

Para o molho

Leve o caldo de peixe ao fogo até reduzir um pouco. Acrescente a manteiga e o alho negro, bata com um mixer de mão e finalize com a salsinha. Montagem: coloque a polenta no prato, por cima o bacalhau e os cogumelos. Disponha algumas lâminas de alho negro e finalize com o molho.


Receita do chef José Barattino, do restaurante do hotel Emiliano.
R. Oscar Freire, 384. Tel.: (11) 3068-4390

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Vinhos de Primavera


Com a chegada da primavera, as temperaturas sobem e com elas aumenta a vontade de pratos leves e os vinhos mais frescos e frutados. Assim, brancos e rosés voltam a encantar o paladar de todos, como os portugueses alentejanos.
Alentejo, é uma região que vem se destacando pela alta qualidade de seus vinhos e já responde por 40% do mercado português. A Região do Alentejo, no Sul de Portugal, cobre quase um terço da área total do País. É uma Região conhecida e valorizada pela riqueza da sua terra, a beleza da paisagem, a preservação ambiental única na Europa e a vasta herança cultural e arquitectónica.
A imagem típica do Alentejo consiste numa vasta planície ondulante, ponteada por pequenas cidades de casas caiadas, cada qual com o seu Castelo Gótico ou Palácio Barroco, lembrando aos visitantes o seu passado feudal.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Sofisticação dos Whiskys no La Benedicta


A cerveja, é com razão, a bebida alcoólica mais popular no país. Há algum tempo, no entanto, o vinho caiu na graça das pessoas, que cada vez mais descobrem suas qualidades e segredos.

O whisky, por sua vez, conquista uma clientela fiel a cada dia e coleciona novos admiradores depois do primeiro gole. O La Benedicta está desenvolvendo diversas opções que variam de acordo com seu público final.

O consumo de whisky aumenta em todo o mundo devido à percepção do consumidor da qualidade do produto.

Vide o exemplo do popular Clube do Whisky, que estará presente no La Benedicta, onde as garrafas de cada proprietário receberá um registro e ficará à disposição do cliente a qualquer hora que este quiser apreciá-la.

O whisky pode ser consumido durante todo o ano, em todas as estações.

História e Curiosidades

O whisky é uma bebida tradicional da Escócia. O primeiro whisky importado no Brasil foi White Horse, o Cavalo Branco. Com o tempo, de geração em geração, a bebida foi conquistando cada vez mais adeptos.A tradição do consumo passa de pai para filho.

Máster Blender é o nome do responsável que acompanha toda a fabricação do whisky, que passa pelos seguintes processos: Destilação, envelhecimento e blend com água puríssima da Escócia.

Para ser whisky escocês é necessário: ser feito com maltes envelhecidos por no mínimo 3 anos em território escocês e ser engarrafado na Escócia (...) São leis daquele país.
As cores e aromas variam muito de um para outro, especialmente nos single maltes. Há whiskies com aromas e sabores predominantes de frutas secas, frutas cítricas, baunilha e defumado.

Mercado e Consumo

Obviamente não vai atingir a todos os públicos, como a cerveja consegue, pois o processo de produção de whisky é mais sofisticado, afetando diretamente no preço final. Seu preço é mais elevado do que outras bebidas alcoólicas Por que o processo de produção exige tempo. Para se ter uma idéia, a cada ano de envelhecimento em barris, 2% do volume evapora. Ou seja, um whisky 12 anos é produzido por maltes caríssimos.

O whisky, é uma bebida sofisticada, elegante e convidativa, a tendência é que seu consumo seja mais comum.

Harmonizações e Características

Assim como acontece com o vinho, é comum que os bons apreciadores de bebidas se perguntem e busquem saber qual a melhor forma para apreciá-la, de conseguir aproveitar todas suas qualidades.

O whisky é uma bebida que por si só tem uma característica muito marcante e portanto a melhor forma de bebê-la é com gelo ou água.Pode-se misturar com o que o consumidor quiser, porem perde as suas melhores propriedades.


Divulgação

O whisky é uma bebida elegante.Deve-se buscar o copo certo para degustá-la. Pode ser um copo alto,baixo,old fashion,mas sempre de um bom vidro ou cristal. Deve-se manter a nobreza do líquido.


Para quem gosta de “beliscar” algo enquanto aprecia seu whisky, Este aspecto de harmonização é muito peculiar a cada pessoa.Aqui no Brasil temos por hábito consumir whisky principalmente no happy-hour.Nosso costume é de tê-lo como um aperitivo.Na Europa o consumo é depois das refeições. Portanto podemos concluir que a eleição do com o que vai harmonizar é individual.Combina com a vontade do consumidor”.


Rapidinhas

A Sociedade Brasileira do Whisky, SBW, é a entidade responsável por intermediar os lançamentos de produtos lançados no Brasil.

Acredite, o whisky nasceu por conta de suas propriedades medicinais. O whisky surgiu como remédio, batizado de água da vida.

Apenas para constar, “O whisky sempre tem 40%” de teor alcoólico.

A marca de maior prestígio em todo o mundo é a Johnnie Walker.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Gastronomia Italiana


A gastronomia italiana chegou ao Brasil com os imigrantes do século XIX. No novo país, eles tentaram manter sua culinária, que se caracteriza pela fartura e pelo sabor. Como era difícil encontrar os ingredientes originais, as famílias passaram a adaptar seus pratos, mas sem perder a essência da boa comida italiana.

Na Itália, cada região possui características gastronômicas específicas, mas as massas e as pizzas foram os pratos que mais se difundiram no mundo. Hoje, são as principais especialidades italianas fora da Itália. Mas existem outros pratos que também fazem parte da gastronomia do país mediterrâneo, como a polenta, o nhoque, o tortelli, que é um tipo de ravioli, o carpaccio, prato com um leque de fatias finíssimas de carne crua, a bruschetta, fatias de pão torradas feitas com azeite, em que se adiciona o alho, e a salada caprese, preparada com tomates, mussarela de búfala e manjericão fresco, além de uma variedade de pratos baseados em frutos de mar.

Uma refeição italiana é uma espécie de ritual que começa com a entrada, o antipasto. Na sequência, o prato principal, chamado de primo piatto, em que é sempre servida uma massa, risoto ou sopa, sem acompanhamento. Em seguida, o segundo prato, ou piatto di mezzo, onde servem carne, ave, peixe ou frutos do mar e devem ser acompanhados por verduras e legumes. A primeira sobremesa vem, geralmente, com queijos e frutas, a segunda, dolce, pode ser um pudim, frutas em calda ou sorvete. Os italianos adoram sorvete! Para finalizar, um café expresso e um digestivo, como licores e vinhos, encerram a refeição.

Em Brasília a Chef Ana Stellato, descendente de italianos decidiu manter as tradições servindo a boa gastronomia daquele país.